
Graças a Deus.
Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nesta tarde, em que se reúnem em nome de Jesus para mais uma prática mediúnica, mais um convívio através da incorporação. Que possam filhos estarem abertos para mais essa oportunidade, retirando de tudo isso aprendizado.
Que possa a mediunidade ser um exercício de doação, exercício onde se aprende, um exercício da humildade. Possa o médium compreender aonde ele realmente está: no meio de mundos. O mundo material, o mundo espiritual e o seu papel é essa facilitação da comunicação entre essas existências, posto que a matéria é o último dos mundos onde habitam os espíritos. É o mais denso; abaixo da matéria não tem nenhuma outra vibração mais densa. Estamos imersos no mais denso dos mundos onde habitam os espíritos, onde se ligam, através da matéria, nos corpos preparados para transitarem e viverem experiências, exercitarem muitos sentimentos, viverem muitas coisas, tirarem aprendizado e ao retornar para outros planos mais tênues; seguirem com seu aprendizado, porque há coisas que só a matéria ensina, só a matéria traz de experiência para o espírito e também têm outras experiências que só a liberdade de um corpo dá.
Queremos dizer que a matéria também é necessária. Muitas vezes filhos vivem buscando ausentar-se da matéria, negar a matéria, dizer que a matéria é ruim, que é prisão, que é isso, que é aquilo outro, que é enganadora e que na matéria todos os pecados habitam, quando os filhos precisam entender que a matéria é necessária. O pecado está em como vivemos a matéria, mas uma vez que imersos nela desfrutamos tudo que ela oferece. Com inteligência, com equilíbrio vamos angariando conhecimento e arquivando em nossas mentes todos esses aprendizados e em próximos retornos, porque os espíritos transitam entre os mundos, até chegar na matéria e voltar à espiritualidade de forma que essas viagens visam o crescimento da mente, que através do tempo e das experiências sucessivas vai se aproximando da sua abertura que permite vislumbrar a simplicidade de Deus.
Tudo isso é necessário, a matéria não deixará de existir, a matéria seguirá sendo sempre presente, mas de acordo com o uso que filhos fazem dela pode ser abençoada por estar sendo habitada e utilizada por espíritos conhecedores dos seus mistérios e respeitosos da sua grande valia e da sua grande necessidade. E aí deixamos de aviltar os nossos corpos com a ingestão de coisas desnecessárias, com a sua utilização para coisas que não são necessárias, pelo simples gozo de prazeres materiais necessários apenas em seus momentos, em seu equilíbrio e o espírito começa a entender como melhor utilizar e se fazer presente nas várias fases onde se encontra, nos vários planos onde transita. Somente experimentando, somente com a dor, com a enfermidade é que vamos fazendo essa consciência despertar.
Então que possamos entender que nada morre, a morte é uma palavra inventada pelo vocabulário do ser humano encarnado, quando algo lhes falta. Todos os duplos de tudo que existe, existem no mundo espiritual, a matriz original de todas as coisas está plasmada na espiritualidade, aguardando uma forma material que a receba novamente, para então seguir, fazendo o seu papel nos vários planos da existência. Então que filhos possam aprender a preservar a vossa natureza e suas utilidades de forma a que sejam cada vez mais fluídos, mais inteligentes, racionais e equilibrados no uso de tudo que está à vossa disposição, pois o criador assim disponibilizou, para que o homem pudesse fazer bom uso e ser responsável pelo seu cuidado, pela sua manutenção porque é nesse cadinho de emoções e experimentações que a alma vai despertando sua consciência e sua responsabilidade.
Disse Jesus: “Quem me segue não anda em treva“. Não basta simplesmente seguir Jesus como os cães seguem quem os alimenta, na busca de um relacionamento onde só recebem, e só recebem. Precisamos seguir Jesus entendendo o que significa esse seguir Jesus. Seguimos Jesus pela simplicidade que ele pregava, mas nos apegamos às nossas vaidades, seja em nossos templos ou em nossas mediunidades, querendo ter mais poderes do que o outro ou invejando o que o outro tem, mas precisamos seguir Jesus na sua simplicidade. Seguimos Jesus aplaudindo a sua eloquência diante da multidão e pregando com tanta simplicidade e com tanta objetividade, mas como está o nosso verbo? Permeado de palavras difíceis e pomposas que nem nós entendemos ou permeados de uma vontade enorme de sermos mais eloquentes do que o outro e arrebatarmos corações pela veemência com que falamos, mas nossas palavras não encontram eco a não ser o de um vazio pela falta de fé. Quem segue Jesus não anda em trevas, mas desde que faça o seu caminho exatamente, uma cópia fiel, de tudo aquilo que ele pregou, e aí sim estaremos sendo banhados, nos permitindo, sermos banhados, pela luz de Jesus. Compreendendo tudo que é necessário chegar até nós, tudo que não nos pertence mais e vivendo a vida em equilíbrio, em aceitação saudável das coisas que precisamos viver.
Então que essa simplicidade, essa harmonia, essa necessidade de ser feliz na simplicidade e na beleza, pregada pelo Nazareno, se faça presente em todos nós, cada dia mais do que outro e assim, nossa vida será um hino de louvor exemplar a Jesus, mas enquanto aplaudimos Jesus, mas buscamos a vaidade, as dificuldades, a violência não estamos seguindo Jesus tanto como pensamos.
Graças a Deus.